obesidade

Sexualidade x Obesidade

A constante briga com a balança faz com que as pessoas se sintam inseguras com a sua imagem corporal e isso influencia diretamente na sexualidade. Muitas vezes, a obesidade aparece como uma defesa para evitar as relações sexuais e o contato mais íntimo.

O medo da rejeição e falta de identidade feminina, faz com que a obesa negue a sua sexualidade e o amor, evitando ser desejada. A autonegação do prazer leva a pessoa a rejeitar seu corpo e a reduz a uma dependência infantil em relação à comida, que passa a ser a única forma de satisfação corporal.

Segundo uma pesquisa recente, 29% das mulheres considera estar muito acima do peso para fazer sexo. O estudo, feito pela organização Sex in The Nation, entrevistou 4mil mulheres britânicas.

Das 29% que disseram evitar fazer sexo por estarem acima do peso, 23% afirma que é porque têm vergonha de suas gordurinhas que ficam “balançando”. 13% disseram que só “namoram” com as luzes apagadas, por vergonha de estarem nuas.

Outros dados mostraram que uma em cada dez mulheres gostaria de ser mais “aventureira” na cama, mas não o fazem por vergonha de algumas partes de seu corpo.

A obesidade faz com que a pessoa queira se esconder dos olhares alheios mas, paradoxalmente, é sempre a pessoa mais notada. Essa situação faz com que a gordura acabe se transformando no símbolo visual, que contém os aspectos físicos e psicológicos que a pessoa odeia em si mesma. Isso gera uma inadequação da percepção do “eu”, da formação da identidade da pessoas, pois a obesidade acaba por substituir a pessoa de fato, por apenas uma pessoa gorda.

Essa situação pode ser contornada através de um trabalho de autoconhecimento, para que a mulher possa aprender a reconhecer e identificar de forma consciente as suas emoções, sentimentos e percepções, modificando este padrão de comportamento, em que as decepções e frustrações se manifestam e são compensadas de forma física, através do excesso de comida e da obesidade.

O trabalho de conscientização psicoterápico traz a possibilidade de fazer com que a pessoa pesquise sua relação com o próprio corpo enquanto corpo feminino, com a vida afetiva e sexual.